Pular para o conteúdo principal

Por que as linhas que nos dividem são invísíveis?

"É o pó que nos une, mas é o amor que nos identifica".

Apesar de concordar, acrescentaria: "a ideologia nos diferencia, une uns e outros, mas separa todos nós".

"Por que sempre esperamos o pior, para dar o melhor de nós?"
Neste mesmo blog, em posts escritos há não muito, eu já falei sobre a importância dada por mim ao ato de ser capaz de continuar a nos admirarmos. Hoje. então, continuei com os pensamentos a respeito e um pouco mais além...
Eu passei e passo boa parte da minha vida tentando alcançar mais conhecimento ou entender situações, pessoas e atitudes, porém, hoje me deparei com a necessidade do inverso. Jamais entender.

"Existem coisas feitas por muitos que eu espero nunca entender".

Todos nós achamos que sabemos muito a respeito de virtudes, sentimentos nobres, bons príncipios e amor. Será verdade?
Ah, alguns acham a palavra "nunca" muito forte, se é verdade, então ela foi perfeitamente usada, de acordo com a minha verdadeira intenção.

Há poucas horas, encontrei no facebook mais um frase falando sobre racionalizar demais, o perigo de ser racional demais. Ah, ah, razão ou emoção? eis a questão.

Por fim eu conjecturei: "Passamos tanto tempo nos questionando se pensamos demais que, enquanto isso, simplesmente, deixamos de sentir, sentir o que nos fez questionar".

Por que tão extremos?

Nós sabemos aonde os extremos vão dá. A linha divisória entre os extremos opostos é tão tênue, que, no fim, eles parecem iguais.

P.S.: Motivação do post: conjecturar...questionar...
- Assisti alguns ultimos episódios de "Band of brothers"
- Meu livro de cabeceira é 'O diário de Anne Frank"
- Nos meus estudos regulares estou no período entre guerras.
- Eu continuo vendo atrocidades acontecer e se perpertuarem em um silencio mórbido e ameaçador.

Agora, voltem ao ínício, e se pergutem: "O que ela não quer entender jamais?'

Comentários

  1. To encantada pelo Blog... Você tem futuro menina! Parabéns =)
    Carol

    ResponderExcluir
  2. de fato, passamos tanto tempo querendo entender, conhecer e analisar as coisas, que se não tivermos cuidado perdemos a capacidade de nos admirarmos com certas atrocidades, tornando-as apenas coisas banais.
    como você disse, espero jamais entender certas coisas.

    ResponderExcluir
  3. primeiramente, Anne Frank *-*
    e se tu tas lendo Anne e estudando o entre guerras, já diz mta coisa sobre o q tu não quer entender.

    " A linha divisória entre os extremos opostos é tão tênue, que, no fim, eles parecem iguais. "
    A gente já deu alguma filosofada pós aula de paulo sobre isso? ou talvez o próprio paulo falou algo, pq ultimamente eu tenho pensado sobre isso tbm!

    Eu sempre tenho aquela vontade de saber o porquê de tudo.. ainda não consegui chegar a essa """abstração""" de querer jamais entender, apesar de fazer todo sentido o que tu falou.

    beijossss

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Escape

Parece que vivemos em um mundo de paixão desenfreada pela rapidez, pela grande eficácia, tudo altamente veloz, conturbado e ultra processado, uma vida de "fast", em que nos perdemos no próprio processo. De tão rápido e superestimulados, parece que estamos constantemente fatigados. E, embora eu tenha relacionado, nos dois últimos escritos, esta saturação à pandemia atual, as outras 'pandemias' - não tão metafóricas assim e ainda vivenciadas -, elas também trazem consigo um pedaço de cansaço, uma sensação de peso, de que é proibido parar ou desacelerar pelo mínimo momento que seja, que isso não condiz com o que a atualidade prega ou faz.  O fazer ganha muitos espaços nos nossos relógios e nas nossas rotinas, enquanto o nosso tempo perde bastante qualidade. Tornamo-nos cada vez menos eficazes porque não sabemos quem somos, aonde queremos ir, do que gostamos, o que devemos fazer e quando devemos parar ou continuar. Reduzimo-nos a uma lista de tarefas, repetidas nos dias. ...

Memória afetiva

  Há um ano, li " O sol é para todos", livro famoso, ganhador do Pulitzer, livro fantástico que por detalhes bem singelos, tornou-se um dos meus favoritos de fato. Agora, com mais um ano nas costas, em um "dia das crianças" - no qual me afasto cronologicamente de quando eu era uma -, termino um outro livro, do qual também gostei bastante, mas bem menos famoso de um autor muito conhecido sim. Foi uma leitura muito aprazível, daquelas que te deixam leve, que carregam o peso de uma pena, mas a importância de um mundo. Se a preguiça me agarrasse em cheio quando me perguntassem: "Por que você gostou tanto assim, não é sequer um dos mais conhecidos do autor, ou não trata de nada tão assim distópico, fantasioso, por que se importou? Talvez eu sequer tentasse formular uma resposta.  O fato é: não é preciso formular nada, pois é fácil, o encanto veio com um "puxavanco" à memória! Com uma linguagem em uma bela prosa poética, claro. Só não poderia eu dizer que m...

O maravilhoso mundo individual.

Boa noite! Peço desculpas pela demora para postar novamente mesmo em período de ferias. Embora o objetivo do blog seja escrever sobre variados assuntos, de forma espontânea, nos últimos dias, nenhum assunto manifestou-se a ponto de eu escrever um texto. Aliás, o contrário,  muitos tipos de assunto vieram à minha cabeça o que provovocou um "desfoque" o qual só permitiu-me escrever frases soltas ou repassar outras que diziam exatamente o que pensei. Enfim...vamos ao que interessa. Hoje, finalmente, apareceu algo motivador para escrever um post. Juntei uma coisa a outra e lembrei de que no começo do ano, em uma conversa informal com amigos, saiu um comentário: 'Sabrina, você vive em um mundo maravilhoso, parece que tá numa redoma, não tem contato com isso, aquilo, com esse ou aquele tipo de cultura ". Tudo não passava de brincadeiras descontraídas, uma conversa, encontro de gostos diferentes, muitos dos quais as pessoas desfrutavam com objetivos distintos (por gostar...